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Em 12 dezembro de 1968, a jornalista e fotógrafa Marisa Alvarez Lima publica na revista O Cruzeiro o artigo “Marginália – arte e cultura na idade da pedrada” e divulga publicamente os primeiros nomes e trabalhos ligados ao tema da cultura marginal.

Através de uma relação criativa entre a arte brasileira e o cotidiano social das grandes cidades, a marginália passa a incorporar em seus trabalhos uma série de elementos e representações da violência diária. Seu intuito era propor uma crítica aos conservadorismos da sociedade. Fruto direto do avanço da contracultura no Brasil, muitas vezes a cultura marginal
é associada à idéia do desbunde ou da curtição, termos relacionados
a uma parcela da juventude brasileira desse período.

Como obras de destaque relacionados à marginália, encontram-se filmes como “Câncer” de Glauber Rocha (1968), “A Margem” de Ozualdo Candeias (1967) e “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla (1968), livros como Me segura que eu vou dar um troço de Waly Salomão (1972) e Urubu-Rei de Gramiro de Mattos (1972), textos de Hélio Oiticica, de Rogério Duarte, de Décio Pignatari e dos irmãos Campos, publicados em jornais alternativos como Flor Do Mal, Presença e O Verbo Encantado (todos de 1972), além das colunas publicadas por Torquato Neto no jornal Última Hora, com o título emblemático de “Geléia Geral” e o almanaque
de exemplar único Navilouca (1973).

Após uma intensa produção no cinema, na imprensa, na música popular
e na literatura, esse grupo se desfaz aos poucos na busca de caminhos individuais de trabalho e tem seu término “oficial” no suicídio de Torquato Neto em novembro de 1972. Seu último ato coletivo foi o lançamento
da Navilouca, revista organizada por Torquato e Waly Salomão ao longo de 1972 e publicada no ano seguinte.
   
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